No livro O Rei Nasceu, Leo Van Dolson relata que, em Londres, há uma estátua de Cristo carregando Sua cruz. Diariamente, milhares de pessoas passam por ela sem ao menos lhe lançar um olhar. Na base da estátua, uma inscrição questiona: “Vocês não se importam nem um pouco, caminhantes?”
Jesus tomou a cruz voluntariamente para nos salvar. Isso toca o seu coração? Não lhe causa dor pensar no sacrifício que Ele fez em seu favor? Você está disposto a carregar a cruz da abnegação por amor a Ele?
Simão de Cirene não planejou carregar uma cruz naquele dia, mas o fez. Embora os soldados romanos o tenham obrigado, ele aceitou com a convicção de que era necessário. E nós? Escolheremos seguir esse mesmo caminho de entrega e amor? Cristo disse: “Quem não tomar a sua cruz e vier após Mim não pode ser Meu discípulo” (Lc 14:27).
Conta-se que uma jovem cantora carregava um fardo tão pesado que se sentiu tentada a desistir de tudo. Aflita, pegou o telefone e ligou para uma amiga. Antes mesmo de ouvir uma resposta, gritou desesperada: “Aconteceu algo terrível! Não sou mais cristã! Abandonei tudo!”
Logo em seguida, desligou o telefone. Seus olhos, então, se fixaram em uma pintura de Cristo no Getsêmani. De repente, o coração que antes parecia frio começou a pulsar forte. Tomada por uma emoção profunda, caiu de joelhos, chorando. Como poderia negar seu Senhor? Seria uma ingratidão imensa.
Naquele momento, a jovem consagrou sua vida ao serviço de Deus. Com os olhos embaçados pelas lágrimas, ela começou a cantar: “Por mim o Salvador orou. No Getsêmani, o bom Jesus bebeu o cálice amargo por mim.” Essas palavras apagaram imediatamente tudo o que ela havia dito pouco antes.
Lembre-se de que o caminho para a glória é o caminho estreito da cruz. Quando tomamos a cruz de Cristo, Ele transforma a cruz da renúncia em uma cruz de amor. A partir desse momento, isso deixa de ser um fardo e se torna um privilégio. Não tenha medo de carregar a cruz de Cristo. Todos os que O amam a aceitam com alegria.