Chegando a Jerusalém, os dois discípulos entraram pela porta do lado leste, aberta à noite em ocasião de festas. […] Foram ao cenáculo, onde Jesus tinha passado as primeiras horas da última noite, antes de Sua morte. Sabiam que lá encontrariam seus irmãos. […] Encontraram a porta trancada, por segurança. Bateram pedindo entrada, mas sem resposta. Tudo estava quieto. Apresentaram, então, seus nomes. A porta foi aberta com cuidado, eles entraram, e mais Alguém, invisível, entrou com eles. Novamente a porta foi trancada, para evitar espias.
Os viajantes encontraram todos os que estavam ali surpresos e entusiasmados. As vozes dos presentes irromperam em ações de graças e louvores, dizendo: “O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!” (Lc 24:34). Então os dois viajantes, ainda ofegantes pela pressa com que tinham andado, contaram a maravilhosa história de como Jesus lhes aparecera. Logo que eles a terminaram, […] outra Pessoa Se apresentou perante eles. Todos os olhos se fixaram no Estranho. […] Ouviram então uma voz que não era outra senão a do Mestre. As palavras saídas de Seus lábios soaram claras e distintas: “Que a paz esteja com vocês!” (v. 36). […]
Olharam as mãos e os pés feridos pelos pregos cruéis. Reconheceram Sua voz, diferente de qualquer outra que já tinham ouvido. […] “Então os discípulos se alegraram ao ver o Senhor” (Jo 20:20). A fé e a alegria substituíram a incredulidade e, possuídos de sentimentos que as palavras não podem expressar, reconheceram e confessaram seu Salvador ressuscitado (DTN, p. 643, 644 [802, 803]).