João tinha por natureza os defeitos e as fraquezas comuns à humanidade, mas o toque do amor divino o transformara. Vivia em uma atmosfera não contaminada por egoísmo e ambição e muito acima da contaminação do ciúme. […] Mostrou como compreendia claramente sua relação com o Messias e como alegremente dava as boas-vindas Àquele cujo caminho viera preparar. […]
João se apresentou como o amigo que servia de mensageiro entre os noivos, preparando o caminho para o casamento. Quando o esposo tivesse recebido a esposa, estaria cumprida a missão do amigo. Ele se alegraria na felicidade daqueles cuja união promovera. João havia sido convidado a encaminhar o povo a Jesus, e seu prazer era testemunhar o sucesso da obra do Salvador. Ele disse: “Esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:29, 30).
Olhando com fé para o Redentor, João se erguera às alturas da abnegação. Não buscava atrair as pessoas para si mesmo, mas erguer-lhes o pensamento cada vez mais alto, até que repousasse no Cordeiro de Deus. Ele próprio não passara de uma voz, um clamor no deserto. Agora, aceitava com alegria o silêncio e o anonimato, para que os olhos de todos pudessem se voltar à Luz da vida (DTN, p. 134 [179]).
“João dá testemunho a respeito Dele e exclama: – Este é Aquele de quem eu dizia: ‘Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois já existia antes de mim’” (Jo 1:15).