Muitas caravanas, que se dirigiam à celebração, passavam por Jericó. A chegada delas era sempre um momento de alegria. Agora, porém, um interesse maior agitava o povo. Sabia-se que, entre a multidão, estava o Rabino galileu que, pouco tempo atrás, ressuscitara Lázaro. […] Zaqueu tinha ouvido falar de Jesus. […]
Ele já havia começado a mudar sua conduta, quando se espalhou em Jericó a notícia de que Jesus vinha entrando na cidade. […] Ninguém queria abrir caminho para ele. Assim, correndo um pouco à frente da multidão, chegou a uma figueira com copa frondosa que havia à beira da estrada. O rico cobrador de impostos subiu, sentando-se entre os galhos, para poder ver a multidão ao passar embaixo. […]
De repente, exatamente embaixo da figueira, […] Alguém – cujos olhos pareciam ler o coração – olhou para cima. Quase duvidando do que via, o homem que estava na árvore ouviu as palavras: “Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa” (Lc 19:5). A multidão abriu caminho, e Zaqueu, caminhando como se estivesse em um sonho, serviu de guia em direção à sua residência. […]
Jesus foi à sua casa para lhe dar lições sobre a verdade e instruir sua família nos assuntos do reino. Tinham estado excluídos das sinagogas pelo desprezo dos rabinos e adoradores. Mas agora, como os mais favorecidos dentre as famílias de Jericó, reuniram-se em seu lar, em torno do Mestre divino, e ouviram por si mesmos as palavras da vida (DTN, p. 439, 440, 442 [552–554, 556]).