Em 23 de outubro de 2001, Steve Jobs lançou um aparelho responsável por desbancar a indústria de CDs. Era um dispositivo tão pequeno quanto um cartão de crédito. Nele era possível armazenar mil músicas. Desse dia em diante, todos poderiam ter uma trilha sonora na palma da mão para cada ocasião.
Graças à revolução digital, a geração de hoje é a maior consumidora de música da história. Segundo o relatório Culture Next 2020, 71% dos entrevistados com até 35 anos disseram que usam a música para lidar com o estresse e com a ansiedade. O relatório também revelou que 77% dos pais veem a música como uma forma de se relacionar com seus filhos. Essa informação me levou à seguinte questão: Quantos desafios nosso Pai celestial enfrenta para Se comunicar com Seus filhos no século 21?
Após o sucesso absoluto das plataformas de streaming de música, é comum jovens cristãos terem centenas de álbuns no bolso, mas quase nenhum verso bíblico na mente. Muitos colocam os fones de ouvido no volume máximo, e a Bíblia no mudo.
É triste saber que alguns acreditam ser possível ter comunhão com Deus apenas ouvindo músicas gospel, sem dedicar tempo para orar e ler as Escrituras. Ellen G. White disse certa vez que “a música é o ídolo que muitos que se dizem cristãos observadores do sábado adoram” (Mensagens aos Jovens, p. 227 [295]). Ela, porém, também observou: “Se corretamente empregada, [a música] é um dom precioso de Deus, destinado a elevar os pensamentos para coisas mais altas e nobres, a inspirar e engrandecer a mente e o coração” (Educação, p. 117 [167]).
Quando mal-empregada, a música se torna um problema em nossa vida espiritual. De modo algum a partitura pode tomar o lugar das Escrituras, o único guia capaz de manter o jovem nos caminhos do Senhor. Uma geração surda à voz de Deus é uma geração muda para comunicar o evangelho.
Pense nisso!