São sete horas da noite. Saio do meu turno no pronto-socorro de um hospital rural e vou para casa. Eu moro em um bairro a pouco mais de uma hora de carro do meu trabalho. No caminho, passo por uma estrada rural. Essa rota é ladeada de árvores, deserta e cheia de veados e outras criaturas que vez ou outra saltam na estrada sem avisar.
Já está escuro quando entro no carro. Coloco o cinto, faço uma oração e vou para casa. Estou ansiosa para chegar em casa e me deitar em minha cama quentinha.
Quando começo minha viagem pela estrada rural, com medo de que um veado ou bicho salte da floresta de ambos os lados da estrada, ligo o farol alto para poder ver melhor e mais longe. Sento-me ereta no banco do motorista, ponho as duas mãos no volante e fixo os olhos na estrada e nos bosques ao redor. Estou em alerta máximo.
Chego na estrada de pista dupla que leva ao bairro da área rural e começo a baixar a guarda. Diminuo o farol alto e elevo uma oração: “Obrigada, Senhor, estou quase em casa.” Consigo ver as luzes das casas do meu bairro, me inclino para trás em meu assento e faço a última curva com apenas uma mão no volante.
De repente, de um pequeno pasto à esquerda da estrada, dois cervos adultos saltam – um logo atrás do outro! Eu consigo me desviar do primeiro, mas não do segundo. A frente do meu carro está danificada, e eu tenho que parar no acostamento.
Aprendi uma grande lição esta noite. O inimigo de nossa alma não está relaxando porque estamos quase no lar. Ele ataca quando, onde e da maneira que menos esperamos.
Minha querida amiga, não baixe a guarda ainda. Mantenha seus olhos em Jesus. Mantenha sua luz brilhando.
Pela fé, podemos ver as luzes do nosso lar celestial. Deus está conosco durante todo o caminho para casa.
{ Chinwe Ubani-Ebere }