Aguardamos com expectativa o extraordinário dia em que os redimidos farão a viagem rumo à Nova Jerusalém. No livro Primeiros Escritos, Ellen G. White descreve sua visão da cidade santa atravessando a abertura da constelação de Órion (2022, p. 57). Por ali passará o cortejo triunfal de Cristo com todos os redimidos.
Essa cena me faz lembrar um episódio ocorrido certa vez em um jardim da infância no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos. Em um dia de outubro, uma professora encontrou duas lagartas de borboleta-monarca alimentando-se de uma planta chamada genciana. O problema era que elas haviam surgido muito tarde na estação, sem tempo suficiente para completar seu ciclo antes do inverno. Estavam, portanto, condenadas a morrer de frio.
Sensibilizada, a professora colheu folhas suficientes para alimentá-las por alguns dias e as levou para a sala de aula, onde estariam protegidas. Logo, formaram suas crisálidas verdes e luminosas, dentro das quais o processo de transformação aconteceu. No mês seguinte, já no inverno, as duas borboletas-monarcas emergiram de seus casulos e bateram suas belas asas.
Durante o inverno, as monarcas emigram para o sul, mas aquelas haviam saído muito tarde do casulo. Jamais sobreviveriam se fossem soltas no ar frio de novembro, no Hemisfério Norte. Foi então que a professora teve uma ideia brilhante: preparou uma pequena caixa, acomodou cuidadosamente as borboletas e as levou até o aeroporto. Uma companhia aérea, ao saber da história, prontamente se dispôs a ajudar. As duas borboletas foram transportadas na cabine do comandante até um local mais quente no hemisfério sul. Quando foram libertadas, voaram livres no ar cálido, como se estivessem cumprindo a rota migratória natural de sua espécie.
As borboletas-monarcas não perceberam a jornada que fizeram, mas você terá plena consciência da sua. Em breve, viajaremos para nosso verdadeiro lar. Prepare-se para esse grande dia!