Por trás da fachada de tijolos vermelhos da residência dos Barrett, escondiam-se muitos segredos. A senhora Barrett havia morrido, e seu quarto foi trancado por ordem do marido, que proibiu até a menção de seu nome a partir daquele dia. Religioso na aparência, o senhor Barrett controlava a família com mão de ferro, exigindo obediência cega de todos. Seus filhos até tremiam por causa de sua presença “todo-poderosa”.
Apenas três de seus filhos ousaram desafiá-lo ao se casar – entre eles, Elizabeth. Sua escolha lhe custou o castigo do pai e dos irmãos pelo resto da vida. No entanto, sua hesitação não vinha apenas do medo da represália paterna, mas também de sua própria luta contra a vergonha. Certa vez, disse a Robert que o deixaria “prová-la durante um inverno” e que ele poderia afastá-la caso se desiludisse. Em outra ocasião, chegou a pensar que talvez fosse melhor morrer naquele inverno, antes que tivesse a chance de decepcioná-lo.
Para Robert, a decisão de casar foi mais simples. Em sua carta de 3 de agosto de 1845, escreveu: “Ao me casar contigo, estarei ao teu lado para sempre.” Elizabeth lhe disse que ele estava cego, mas, por enquanto, aceitava sua cegueira. Após analisar a devoção de Robert, sem encontrar falhas, ela enfim cedeu a um amor incondicional que “conquistou o temor”.
Robert Browning considerava Elizabeth Barrett muito valiosa. O mesmo fez Deus por nós. Diante de nossa busca por dignidade e cura para a vergonha destruidora que fere a humanidade por tantas gerações, Deus oferece as boas novas de Seu amor incondicional. Esse amor nos confere um valor infinito como Seus filhos. Essas são as melhores notícias que poderíamos receber, tão imutáveis quanto o próprio Deus. Sua proclamação traz cura. Seu amor incondicional dissipa o temor de nossa indignidade e nos concede valor eterno, ensinando-nos a desfrutar a vida que o Céu generosamente nos oferece.
Você aceita esse amor infinito em sua vida hoje?