Quarta-feira
07 de outubro
ATENDENDO ÀS NECESSIDADES DELES
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e são fiéis em Cristo Jesus. Efésios 1:1

Fiquei surpresa quando meu filho ligou: “Mãe, entrei para a Marinha.” Com quase 31 anos, casado, em um bom emprego – e agora decide entrar para a Marinha? Ele ficará fora por seis meses para o treinamento básico e, depois, terá um compromisso mensal aos fins de semana. Mas ele é adulto, certo? Pode tomar suas próprias decisões. Mesmo assim, fiquei desapontada.

Então, recebi uma carta do meu primo Allen. “Charlotte”, ele escreveu, “sei que você está desapontada com a decisão do Benton. Ao longo da vida, percebi que, muitas vezes, é difícil ver as pessoas tomando suas próprias decisões. E, quando se trata de um filho, é ainda mais complicado. Mas talvez seja melhor não interferir. Tente ser solidária e, quem sabe, um dia você possa dizer: ‘Obrigada pelo seu serviço.’ Ore para que Deus use essa decisão para o bem – na vida dele e na de outros.” Essa carta realmente fez a diferença para mim.

Meu filho disse que sua esposa o apoiava, então percebi que também deveria apoiá-lo. Pouco tempo depois, ele enviou uma carta para mim e para a irmã. “Um amigo aqui no treinamento não recebe correspondências porque sua família não o apoia. Será que vocês poderiam escrever algo para animá-lo? Ele observa todas as cartas que recebo.”

Adoro escrever cartas, então por que não? Mas o que dizer a um jovem que não é meu filho? Acredito que tudo começa com oração, pedindo a direção de Deus. Minha filha e eu escrevemos algumas mensagens para ele. Logo, meu filho nos pediu: “Vocês poderiam escrever para outros dois amigos que também não recebem cartas? Eles gostariam muito e disseram que as de vocês são interessantes.” Assim, escrevemos para eles, na esperança de animá-los e ajudá-los a manter a esperança.

Venho de uma geração que escreveu muitas cartas, então sei o quanto isso pode ser significativo. Minha filha também aprecia essa prática – o que, aliás, é raro entre os da geração dela.

Talvez a decisão do meu filho tenha sido, no fim, uma oportunidade para todos nós. De algum modo, ela nos despertou a usar um dom que Deus nos deu: o de encorajar jovens que estão longe de casa. Como você tem usado seus dons?

Charlotte (Swanson) Robinson