Graças a Deus, Ele não nos apresentou à imaginação a cena de um pastor aflito, voltando sem a ovelha. A parábola não fala de fracasso, mas de êxito e alegria pela recuperação. Essa é a garantia divina, de que nenhuma das ovelhas extraviadas do redil de Deus é desprezada nem abandonada sem socorro. Cristo salvará a cada um que se queira deixar redimir do abismo da corrupção e dos espinheiros do pecado (PJ, p. 105 [188]).
E, ao achar a perdida, por acaso ele manda que ela o siga? Porventura ele a ameaça, bate nela ou a vai tangendo adiante de si, pensando nos incômodos e ansiedades que sofreu por ela? Não! Ele põe sobre os ombros a ovelha cansada e, cheio de feliz reconhecimento porque sua busca não foi em vão, volta ao curral. Sua gratidão exprime-se em hinos de alegria. “Indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida’” (Lc 15:6).
Assim, quando o pecador perdido é encontrado pelo Bom Pastor, o Céu e a Terra se unem em alegria e ações de graças. Pois “haverá mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (v. 7) (PJ, p. 139, 140 [182]).
Isso ilustra o bendito e prazeroso trabalho pelos que erram. A igreja que se empenha com êxito nessa obra é uma igreja feliz (T2, p. 21 [22]).
“Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:8–10).