Quarta-feira
12 de novembro
CLAMOR
Clame a Mim no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me honrará. Salmo 50:15

Desde a entrada do pecado neste mundo, o clamor tem sido a arma do oprimido. Depois que Adão e Eva foram expulsos do Éden, o resultado do pecado foi revelado de maneira brutal no assassinato de Abel. Quando questionou Caim, assassino e primogênito da humanidade pecadora, Deus disse: “O sangue do seu irmão clama da terra a Mim” (Gn 4:10). Essa é a primeira ocorrência da palavra “clamor” em toda a Bíblia.

Repleto de indignação moral e emoção, nas Escrituras, o clamor retrata a aflição do oprimido e o apelo desesperado da vítima indefesa, que suplica por socorro em meio a uma grande injustiça. Esse clamor não surge em circunstâncias comuns, mas em momentos extremamente difíceis. O clamor também costuma estar carregado de indagações inconformadas. É um grito desesperado, fruto da dor de uma ferida aberta. Quem clama deseja ser percebido em meio à multidão. Anseia por amparo e justiça.

O clamor do povo de Deus move o braço do Todo-Poderoso. Em Êxodo 3:7 e 8 é dito que Deus viu “claramente a opressão sobre” o Seu povo no Egito e escutou “o seu clamor por causa dos seus feitores”. Em resposta a isso, Ele desceu “para livrá-los das mãos dos egípcios”. Durante o período dos juízes, Israel pendulava entre a fidelidade e a apostasia. Contudo, quando o povo clamava, o Senhor enviava um libertador (Jz 3:9, 15; 4:3; 6:6, 7). Embora tivessem caído nas mãos dos opressores devido à própria desobediência, Deus, que é rico em misericórdia, voltava Sua face para os oprimidos e trazia o perdão e a libertação.

Deus não mudou Sua forma de agir. Hoje, se clamarmos, Ele nos livrará. Por isso, faça com que seu clamor ecoe na sala do trono do Infinito, e os ilimitados recursos celestiais serão utilizados em seu livramento.