Domingo
19 de julho
Comprei sua vida para Deus!
Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 1 João 4:20

Em seu livro Vestiduras de Gracia, Tim Crosby pergunta: “Na prática, o que significa amar nossos irmãos? […] Creio que não importa o que sentimos por eles. Podemos amar até mesmo aqueles de quem não gostamos. O amor é um princípio e, quando amamos movidos por esse princípio, os sentimentos acabam surgindo.”

Em seguida, o mesmo autor cita C. S. Lewis: “Não perca tempo perguntando-se se você ‘ama’ o próximo ou não; aja como se amasse. Assim que colocamos isso em prática, descobrimos um dos maiores segredos. Quando você se comporta como se tivesse amor por alguém, logo começa a gostar dessa pessoa.”

A obra Os Miseráveis, de Victor Hugo, relata uma impressionante história de amor. Jean Valjean, o protagonista, acaba de cumprir 20 anos de prisão por roubar um pão. Ao ser libertado, encontra misericórdia e hospitalidade na casa do bispo conhecido como “Monsenhor Benvindo”, devido à sua bondade.

Vencido pelos vícios adquiridos na prisão, Valjean rouba talheres de prata do bispo. Ao ser detido pela polícia, ele afirma que o bispo o havia presenteado com os objetos. O policial o leva até o bispo, e Valjean espera ouvir palavras de condenação. No entanto, o bispo surpreende-o ao dizer: “É claro que lhe dei esses objetos. Mas você esqueceu os candelabros de prata.” Em um instante, Valjean passa da prisão à liberdade e abundância.

Antes de se despedir, o bispo lhe diz: “Irmão Jean, jamais se esqueça desse momento. Com esse ato, comprei sua vida para Deus. Você já não se pertence. De agora em diante você é propriedade de Deus.”

Mediante esse ato de misericórdia, a vida de Jean Valjean se torna uma expressão de amor. Ele cumpre a promessa feita a uma agonizante prostituta, dedicando-se a criar sua filha, Cosette. Talvez seja verdade o que diz a obra musical homônima: “Amar alguém é contemplar a face de Deus.”

Faça o mesmo hoje. Ame como Cristo amou!