Cresci em um lar adventista simples e cheio de amor. Fui ensinada a devolver 10% de tudo o que recebia. Quando criança, principalmente na época de aniversário, recebia um dinheirinho de algum familiar. Antes de usar o valor, sempre ouvia minha mãe dizer: “Quísia, você já separou o dízimo e as ofertas?”
Não era apenas uma lembrança verbal; eu sempre observava minha avó, minha mãe e meu pai separando o dízimo e as ofertas assim que recebiam seus pagamentos. Eles separavam os valores em papéis, com a descrição de cada item: dízimo, pacto, necessitados, Novo Tempo, etc.
Uma de minhas avós recebia um salário mínimo e era fiel nos dízimos e nas ofertas. A outra avó, que recebia cinco vezes mais, infelizmente não era fiel. Muitas vezes, antes do final do mês, essa avó já estava sem dinheiro e pedia emprestado à que recebia menos, e essa emprestava. Aprendi que o pouco nas mãos de Deus se multiplica.
Quando eu e meu noivo (hoje esposo) decidimos nos casar, percebemos que não teríamos dinheiro suficiente, mesmo depois de meses juntando. Um casal de amigos nos contou sobre como Deus havia multiplicado a renda para o casamento deles. Colocamos a situação no altar do Senhor, e Ele enviou várias bênçãos. Recebemos desconto especial nas roupas para a cerimônia, o local da recepção foi doado, o transporte da decoração foi dividido com outro casal, que se casaria no mesmo dia, dentre outras coisas. Próximo à data do casamento, meu pai estava em seu melhor momento financeiro e pôde nos ajudar bastante. Recebemos tantos presentes físicos e em dinheiro que decidimos fazer um levantamento de cada presente e tirar o dízimo do valor total. Nós não tínhamos o valor do dízimo em dinheiro, mas parcelamos e cumprimos nosso voto.
Escolhi ser fiel a Deus nos dízimos e nas ofertas como meus familiares. E Deus tem derramado bênçãos em minha vida e na de minha família, proporcionando-me o privilégio de realizar diversos sonhos. Eu agradeço a Ele e O louvo pelas bênçãos. Vale a pena ser fiel.
Quísia Jennings