Quando me casei, eu morava e trabalhava fora do meu país, enquanto meu marido ficou em nossa terra natal. O primeiro ano de casamento foi difícil, pois vivíamos separados e só podíamos nos encontrar uma vez a cada vários meses. Havíamos combinado de procurar emprego onde o outro estivesse e quem conseguisse uma oferta primeiro definiria a mudança do cônjuge. No fundo, eu orava para que fosse meu marido quem se mudasse. Mantínhamos essa situação em nossa lista de pedidos de oração.
Em uma segunda-feira de fevereiro, dois meses antes do nosso primeiro aniversário de casamento, participei do nosso momento de oração habitual no trabalho. Enquanto compartilhávamos os pedidos, um dos anciãos comentou que todos ali viviam longe de suas famílias e devíamos orar pela intervenção divina. Algo se moveu dentro de mim, e decidi fazer mais. Em dezembro, havia me candidatado a uma vaga em uma organização internacional em meu país, então, resolvi jejuar todas as segundas, quartas e sextas daquele mês, pedindo que minha candidatura fosse aceita. Meu primeiro jejum foi em uma quarta-feira; no dia seguinte, recebi um e-mail da organização me convidando a fazer uma prova escrita. Louvei a Deus pela oração atendida.
Ainda assim, continuei o jejum e, no último dia de fevereiro, que era uma segunda-feira, recebi outro e-mail da organização, dessa vez me convidando para uma entrevista. Consegui o emprego e voltei para casa em junho daquele ano. Fiquei maravilhada com a fidelidade de Deus, da qual eu era indigna. Muitas vezes, senti que Ele não havia atendido minhas orações como eu desejava. Mas, ao refletir sobre tudo o que Ele fez por mim, sei que Suas respostas são para o meu bem e conforme Sua vontade.
Que você também se lembre de louvar o Rei dos reis pelas vezes em que Ele concedeu os desejos do seu coração, e até pelas vezes em que achou que Ele não o fez, pois Seus planos não são para nos prejudicar.
Chipiliro Chonze Santhe