Sexta-feira
07 de agosto
ESCOLHAS
Escolhamos para nós o que é direito; conheçamos entre nós o que é bom. Jó 34:4

Quando eu era criança, minha família morava no alto de uma colina, na Jamaica, e a entrada para a nossa casa era bem íngreme. Às vezes, os carros estacionados precisavam de uma pedra atrás das rodas para evitar que rolassem morro abaixo. Sou a mais velha de cinco filhos e tinha acabado de aprender a andar de bicicleta. Na verdade, minha bicicleta ainda tinha rodinhas de apoio.

Havia um vizinho que morava do outro lado da rua e estava sempre andando de bicicleta. Um dia, ele veio à nossa casa nos convidar para andar com ele. Eu e meus irmãos, Kryshna, Noel, Apryll e Joel, estávamos na entrada da garagem de casa quando ele chegou pedalando. Todos estávamos nos divertindo muito.

Foi então que nosso vizinho me desafiou a pedalar com ele morro abaixo. A entrada era muito íngreme, e claro que eu disse não, pois era perigoso. Porém, ele continuava insistindo e me provocando para que eu aceitasse o desafio. Ah, a pressão! Meus irmãos, a princípio, ficaram divididos, mas logo começaram a me incentivar a correr com ele para que eu pudesse vencer.

Finalmente concordei, e partimos. Eu usei as rodinhas de apoio enquanto descia a entrada. Pelo canto do olho, vi o vizinho fazer a curva e seguir o caminho. No entanto, eu cruzei a rua, bati na calçada e capotei em um monte de areia. Ai!

Levantei-me e percebi que estava com cortes nos cotovelos, joelhos e quadril. Uma experiência muito dolorosa, sem dúvida. Peguei minha bicicleta e voltei chorando o caminho todo de volta para casa, lamentando profundamente minha decisão de correr.

Quando cheguei em casa, encontrei meu pai na sala de jantar. Ele havia assistido a tudo pela janela e esperava que eu fizesse a escolha certa – o que eu não fiz. Além dos cortes e machucados, levei uma boa bronca pela minha escolha errada, especialmente por ter cruzado a rua sem sequer olhar se os carros estavam passando. Chorei muito naquela noite, mas fiquei aliviada por não ter acontecido o pior; eu poderia ter sido atropelada por um carro! Sou grata ao Senhor por ter me protegido, apesar da má decisão que tomei. Foi então que percebi que Ele sempre faz isso. E você, como tem percebido o cuidado de Deus em sua vida?

Noella (Jumpp) Baird