Recentemente, eu precisei ir ao aeroporto buscar minha amiga Ann, que retornava de uma viagem à Alemanha. Enquanto eu a aguardava, observei cenas emocionantes de reencontros entre passageiros e seus entes queridos.
Uma jovem indiana, segurando flores, levantou-se assim que viu os pais. Sua mãe usava um sari, e o pai, um sarongue. Sorrindo, ele fez uma reverência antes de se abraçarem. Logo depois, um funcionário do aeroporto trouxe uma senhora asiática em uma cadeira de rodas até o portão de desembarque. Seu filho correu até ela, tocaram as bochechas um do outro, primeiro à direita, depois à esquerda, e começaram a falar animadamente em mandarim.
Uma estudante universitária, vestindo shorts curto, meia-calça e bota, passou em seguida. Seus cabelos estavam presos em dreadlocks. Seu pai, usando um terno, abraçou a jovem com força, junto de sua mochila colorida. Também vi quando uma mulher hispânica apareceu, e sua filha se abaixou para tocar os sapatos da mãe duas vezes, em um gesto de respeito e carinho. Depois, as duas gritaram de alegria.
Quando Ann finalmente passou pelo portão de desembarque, as lágrimas já escorriam pelo meu rosto. Ela ficou surpresa ao ver minha expressão triste. –O que houve? – perguntou ao me cumprimentar. – Ah – tentei explicar –, são lágrimas de… bem, como descrevo isso?
Eu não consegui explicar. Mas eu decidi que, quando chegar ao Céu, vou encontrar um lugar de onde eu possa assistir ao máximo de reencontros de uma só vez! Não consigo imaginar que não estarei soluçando. Contudo, a Bíblia promete que Deus enxugará todas as nossas lágrimas no Céu.
Uma teoria sobre por que choramos aqui na Terra é que estamos experimentando uma sobrecarga emocional e as lágrimas servem para liberar parte dessa emoção. Quando Deus finalmente acabar com o choro, tenho certeza de que não será porque deixaremos de vivenciar emoções positivas, como amor e conexão. Será porque, finalmente, teremos uma capacidade ilimitada para conter e saborear essas emoções!
Lori Peckham