Grande é no Céu a recompensa dos que testemunham em favor de Cristo por meio de perseguição e opróbrio. Enquanto o povo está esperando bens terrenos, Jesus os encaminha a uma recompensa celestial. Não a coloca, entretanto, inteiramente na vida futura; ela começa aqui. O Senhor apareceu na antiguidade a Abraão, dizendo: “Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gn 15:1, ARC). Esta é a recompensa de todos quantos seguem a Cristo. Ver-se em harmonia com Jeová Emanuel – Aquele “em quem estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:3), em quem “habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (v. 9) –, conhecê-Lo, tê-Lo conosco, à medida que o coração se abre mais e mais para receber-Lhe os atributos; conhecer-Lhe o amor e o poder, possuir as insondáveis riquezas de Cristo, “compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (Ef 3:18, 19) – “esta é a herança dos servos do Senhor” (Is 54:17).
Foi essa alegria que encheu o coração de Paulo e Silas quando oravam e cantavam louvores a Deus à meia-noite, na prisão de Filipos. Cristo Se achava ali ao seu lado, e a luz de Sua presença irradiava na escuridão com a glória das cortes celestiais. De Roma, escreveu Paulo, esquecido de suas cadeias, ao ver a difusão do evangelho: “Também com isto me alegro; sim, sempre me alegrarei” (Fp 1:18). E as próprias palavras de Cristo sobre o monte são ecoadas na mensagem de Paulo à igreja dos filipenses, em meio às perseguições que sofriam: “Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!” (Fp 4:4) (MDC, p. 28 [34, 35]).