– Você teve um bom Natal? – perguntamos ao garçom do nosso restaurante mexicano favorito no início de janeiro. Ele hesitou e respondeu: – Foi mais ou menos. – Em seguida, ele nos contou que fazia um ano que havia perdido o irmão mais novo. Com lágrimas nos olhos, ele compartilhou aquele momento conosco. Mais tarde, na mesma semana, encontramos várias outras pessoas passando por desafios.
É muito importante cumprimentar as pessoas e perguntar como elas estão, pois isso pode transformar a vida de alguém. Oro diariamente para que eu seja sempre uma bênção para os outros. Às vezes, só um sorriso, uma saudação ou um abraço já fazem a diferença no dia de alguém. E descobri que, quando estou me sentindo triste e alguém me pergunta como estou, isso sempre me anima.
Anos atrás, minha irmã teve uma experiência com um homem com quem estava saindo. Certa noite, eles decidiram caminhar até um lago na cidade dela. Já estava escuro. Eles tinham uma lanterna, mas não a ligaram. De repente, sentiram que havia alguém por perto. Eles chamaram, perguntando se havia alguém ali, e um homem respondeu, iniciando uma conversa. Ficaram ali por mais de duas horas conversando com ele. Quando voltaram ao estacionamento iluminado, o homem revelou que estava armado. – Eu planejava me suicidar hoje – ele disse. – Mas o interesse de vocês em conversar comigo salvou a minha vida.
Nunca sabemos o que as pessoas estão passando. Às vezes, confundimos a atitude rude de alguém como um sinal de que a pessoa é fria ou insensível, mas descobrimos que está enfrentando grandes dificuldades. Na igreja, eventualmente, mostramos nossas “caras felizes de sábado”, mesmo quando estamos atravessando tempos difíceis. Nesses momentos, é importante conversar com alguém e pedir ajuda.
Deus está sempre conosco e quer que tratemos a todos com bondade. Ao continuar a obra Dele, sigamos a regra de ouro: “Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12).
Jean Dozier Davey