Sábado
02 de maio
O fim da criatividade
Mas os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 2 Timóteo 3:13

Não sei o que você pensa, mas algo no mundo do entretenimento pode ser resumido nesta frase: “A criatividade está agonizando, pelo menos em Hollywood.” Os roteiros brilhantes e originais aparentemente se tornaram raros. Parece que os criadores de tramas complexas e personagens memoráveis esgotaram sua imaginação.

O primeiro sinal desse esgotamento foi a onda de filmes absurdamente ridículos. Depois, vieram os remakes – ou “releituras” – que tentam explorar sucessos do passado. Além disso, vimos a era das continuações, muitas delas de qualidade duvidosa.

Certamente, você já percebeu: a criatividade está se esgotando. Tudo passa. O que não passa é o mal. Curiosamente, o que acontece hoje na indústria do entretenimento já ocorreu no teatro romano há séculos.

Na Roma Antiga, o gosto popular se corrompeu a tal ponto que nada mais satisfazia as multidões. Acostumado a fortes emoções no teatro, o povo ansiava por algo mais intenso. O espetáculo se tornou progressivamente mais violento, até que apenas o derramamento de sangue despertava emoções. Foi assim que surgiram os combates de gladiadores, onde homens lutavam até a morte para entreter uma sociedade moralmente degradada.

Com as emoções, a moral e o prazer acontece o mesmo que com paladar: o excesso vicia e corrompe. Quem exagera no tempero acaba precisando de doses cada vez maiores para sentir o sabor.

O mesmo ocorre na indústria do entretenimento. O insaciável apetite por estímulos faz com que o cinema produza conteúdos cada vez mais comerciais e violentos. A verdade é que o ser humano está se corrompendo progressivamente. Hoje, muitos não se sentem satisfeitos se não virem morte, violência e erotismo. É um sinal dos tempos, como alerta a Bíblia: “Os perversos e impostores irão de mal a pior.”

Cuide das avenidas da alma. Tudo o que você assiste impacta sua mente e seu caráter, para o bem ou para o mal. A decisão é sua.