Terça-feira
27 de outubro
O MENINO QUE DEUS QUERIA
Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas. Provérbios 3:5, 6

Ele tinha 18 meses quando meu marido e eu o vimos pela primeira vez. Esse pequeno menino tinha pele amarelada, mãos inchadas, pernas arqueadas e tubos de drenagem inseridos nos ouvidos infectados. Mesmo assim, nós o adotamos. Já rejeitado por muitas famílias, ele seria encaminhado para um lar temporário se não tivéssemos intervindo. Ele se tornou nosso segundo filho; antes dele, já havíamos adotado nosso primeiro filho.

Nem todos os nossos amigos e familiares aceitaram bem nossos filhos. Um membro da igreja me disse que, ao adotar, deveríamos escolher “o melhor”.

Conforme meu segundo filho crescia, suas pernas se endireitaram. Os remédios curaram sua icterícia, as mãos inchadas e a infecção nos ouvidos. Descobri que ele parecia ter um atraso apenas porque conviveu com uma criança que, de fato, tinha deficiência intelectual. Quando ele tinha por volta de cinco ou seis anos, andava com uma Bíblia nas mãos e dava “estudos bíblicos”. Isso continuou até a idade adulta.

Após concluir o ensino médio, ele me disse que queria fazer faculdade, no entanto, tentei desencorajá-lo, pois não achava que estivesse preparado. Ele apontou para a placa na porta do seu quarto que dizia: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Ele estava certo. Meus dois filhos se formaram na faculdade, casaram-se com mulheres incríveis e me deram três netos fantásticos.

Deus respondeu ao meu pedido por filhos? Sem dúvida respondeu, só que de uma maneira que eu não esperava. Já li devocionais sobre mulheres sem filhos que oraram por um bebê, e Deus atendeu às suas preces. E quanto às mulheres, como eu, que oram por filhos e recebem um “não” como resposta? Sentimos que falhamos. Passamos por traumas psicológicos e emocionais ao “tentar” ter filhos. Esse é o plano de Deus ou o nosso? Anos atrás, li que Deus fez alguns casais não conceberem filhos para que crianças sem família possam encontrar um lar. Apelo às mulheres sem filhos: considerem a adoção. Esse é um grande trabalho missionário.

Ruth Cantrell