Sábado
17 de outubro
ONDE QUER QUE ESTEJAMOS
Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda ali a Tua mão me guiará, e a Tua mão direita me susterá. Salmo 139:7-10

Neste mundo, seremos assoladas por tentações e situações difíceis que testarão nossa fé e enfraquecerão nossa resistência. Esses momentos podem nos fazer perder a sensibilidade para ouvir os sussurros da graça e da força salvífica de Deus. As provações e os desafios do dia a dia nos fazem vacilar, e o inimigo sempre está à espreita, pronto para nos desviar e nos levar a decisões prejudiciais. Com o tempo, a voz de Deus se torna cada vez mais tênue, e, eventualmente, o desespero e um sentimento de indignidade nos consomem. A fortaleza do pecado é implacável, e, muitas vezes, nos sentimos cegas ao tentar retornar ao lar. Clamamos a Deus, perguntando se Ele ainda está lá, pronto para perdoar e restaurar.

Certa manhã, ao abrir o congelador, percebi que os cubos de gelo estavam tão unidos que o compartimento não estava funcionando corretamente. Retirei o recipiente e despejei o gelo na pia. O que aconteceu em seguida me trouxe uma lição profunda sobre a graça de Deus. Inicialmente, ao ligar a água quente, o gelo permaneceu resistente à mudança. Mas logo o fluxo constante da água começou a provocar estalos nos blocos de gelo. Fiquei pensando: será que o gelo estava tão endurecido pela sua autossuficiência que não cederia ao calor da água quente? Esperei e observei. Então, os blocos começaram a se soltar um a um, até que, sem que eu percebesse, a água quente já havia se espalhado por todo o gelo, ignorando a resistência.

Por fim, o gelo cedeu completamente ao calor da água, trazendo libertação e, em um sentido espiritual, perdão. Águas vivas fluem livremente, renovando-nos onde quer que estejamos. Deus ouve nosso clamor por perdão, onde quer que estejamos, e, com Seu amor imenso, reveste-nos com Seu manto de justiça, acolhendo-nos de volta ao lar.

Cynthia Best-Goring