Quando “foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército” (Gn 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se alegraram ao ver a gloriosa cena. “As estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (Jó 38:7) (DTN, p. 617 [769]).
Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador, era extraordinariamente bela. Sua superfície era heterogênea, contendo montanhas, colinas e planícies entrecortadas por rios majestosos e lagos encantadores. As colinas e montanhas, entretanto, não eram íngremes e irregulares, tendo em grande quantidade assustadores despenhadeiros e terríveis abismos como hoje elas são.
As extremidades agudas e ásperas da estrutura rochosa da Terra estavam sepultadas debaixo do solo fértil, que por toda parte produzia abundante crescimento de vegetação. Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos. Para onde quer que se olhasse, os graciosos arbustos e as delicadas flores eram agradáveis à vista. As elevações estavam coroadas de árvores mais majestosas do que qualquer que hoje exista. O ar, não contaminado por substâncias nocivas, era puro e saudável. A paisagem toda superava em beleza os terrenos ornamentados do mais soberbo palácio. A hoste angélica olhava esse cenário com prazer e se alegrava com as obras maravilhosas de Deus (PP, p. 20 [44]).
“Antes que os montes nascessem e Tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (Sl 90:2).