Quarta-feira
03 de junho
Ponto cego
Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois com o critério com que vocês julgarem, vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos. Mateus 7:1, 2

No século 17, o cientista francês Edme Mariotte afirmou que todos os seres humanos têm um ponto cego. Ele notou que o disco óptico, que ocupa uma área da retina, não é sensível à luz. Ao aplicar seus conhecimentos de óptica e anatomia do olho, ele chegou à conclusão de que todo olho é cego em uma pequena porção de seu campo visual.

Se isso é assim, por que não nos damos conta desse fato? Isso ocorre porque o sistema visual humano tem a enorme capacidade de encher o ponto cego a partir das imagens captadas. A mente detesta os espaços vazios. Por essa razão, se você está olhando para uma parede branca, sua mente encherá o ponto cego com a textura e a cor do resto da parede. Isso nos leva a uma interessante conclusão: nem tudo o que vemos está realmente ali. Pelo menos uma pequena parte foi reconstruída por nosso cérebro.

Nós, cristãos, também temos um ponto cego em outro sentido. Só podemos ver a aparência exterior, mas não o coração. Por isso, Deus nos pede que não julguemos os motivos e as intenções dos outros. Só Deus consegue enxergar os pensamentos mais profundos de nossa mente.

O que acontece quando julgamos os motivos alheios? Simplesmente “preenchemos” a informação que falta com dados que estão em nosso próprio coração. Aquele que vive suspeitando do mal nos outros provavelmente o faz porque projeta a maldade que carrega dentro de si. Por isso, cuidado ao preencher lacunas com informações que você não tem. Não julgue os outros a partir de seus próprios critérios. O que apenas o Senhor consegue ver, somente Ele pode julgar.