Após quatro horas de atraso devido ao mau tempo no Aeroporto Internacional de Orlando, nosso avião finalmente decolou para Newark, no estado de New Jersey. Sabíamos que havia a possibilidade de perdermos a conexão para Veneza. Assim que as portas do avião se abriram, corremos para o próximo portão. As tempestades também atrasaram o voo para Veneza, então tivemos apenas o tempo necessário para embarcar. Já acomodados, comecei a pensar se nossas malas haviam sido transferidas a tempo. Torcemos pelo melhor. Em Veneza, esperamos pacientemente enquanto as bagagens desciam pela esteira. Quando achamos que a última já tinha sido descarregada, a mala do meu marido apareceu! Mas, como eu temia, a minha não chegou.
Nosso transporte para o navio de cruzeiro nos aguardava enquanto registrávamos a reclamação. Não havia mais voos para Veneza naquele dia, e o navio sairia às 17h. Eu havia planejado aquela viagem por meses, escolhendo cuidadosamente tudo o que tornaria perfeito aquele cruzeiro de 19 dias. Minha esperança era a de que eu conseguisse pegar a mala no próximo porto.
Nove dias depois, já quase desistindo de reencontrar minha bagagem, abrimos a porta de nossa cabine e quase tropeçamos em minha mala. Fiquei muito feliz! Mas algo curioso aconteceu ao longo dessa primeira parte da viagem: percebi que era possível me virar com muito menos do que eu imaginava! Eu, que gosto de variedade e opções, consegui sobreviver comprando apenas o básico.
De certa forma, isso me deu esperança de que, talvez, essa experiência estivesse me preparando para o que está por vir. Nosso lar na Terra é passageiro. Pouco antes de Jesus voltar, teremos que decidir: escolher Jesus e deixar tudo para trás ou seguir o caminho mais fácil da conformidade.
Você se lembra da esposa de Ló? Ela hesitou entre abandonar tudo e confiar em Deus ou ficar onde estava, comprometendo sua fé e se misturando à multidão. Ela olhou para trás, buscando um último vislumbre de casa, tentando decidir o que era mais importante. Vamos escolher Jesus e viver de forma simples agora.
Bernadine Delafield