Alguns anos atrás, fiz uma viagem de trem, de Düsseldorf, Alemanha, para Lisboa, Portugal. A viagem proporcionou maravilhosas paradas culturais nas cidades que ficam ao longo do caminho: Paris, Munique, Innsbruck, Roma, Barcelona e Madri.
O trem passava velozmente por belos vales e encostas de montanhas, e minha atenção era atraída pelas árvores frutíferas que retratavam a arte da espaldeira (uma árvore ou arbusto que é levado a crescer num plano reto, em geral contra uma parede ou treliça). A técnica da espaldeira constitui uma forma bela e eficiente de cultivar árvores frutíferas. O cultivo de uma árvore desse tipo demonstra a arte da precisão, e pode levar de poucos a muitos anos. Não é algo para quem precisa ter recompensa imediata! A espaldeira é o atraso na gratificação do jardineiro.
Uma árvore bem cultivada vive por mais tempo e produz muito mais fruto, em um espaço menor. E também se torna uma peça de escultura viva, um belo testemunho da interação entre o jardineiro e a árvore. Primeiro, o esqueleto da árvore é formado por meio de podas cuidadosas, para que os ramos se acostumem com a posição precisa a fim de se tornarem o suporte rígido – o esqueleto da árvore. O resultado é uma forma geometricamente reconhecível, bem como a otimização do fluxo da seiva, que leva à produção de mais frutos, se comparada ao que se pode esperar de uma árvore que não é podada desse modo ou é desbastada sem a intenção de maximizar a produção.
O objetivo da poda dessas árvores frutíferas não é apenas lhes dar toda oportunidade de serem saudáveis e produzirem uma boa colheita, mas também permitir ao jardineiro a manipulação das árvores em formas que se adaptem ao espaço no qual elas crescem.
Um lembrete de Deus: o melhor treinamento dos Seus filhos começa o mais cedo possível, antes que qualquer um dos nossos pensamentos saia do alinhamento com Sua vontade. Daí a importância do mandado e da promessa contidos em Provérbios 22:6 (ARA): “Ensina a criança no caminho em que deve andar.”
Prudence LaBeach Pollard