A Bíblia nos ensina que, para o nosso próprio bem, devemos perdoar aqueles que nos ofenderam, independentemente da gravidade da ofensa ou do arrependimento do ofensor. O perdão é unilateral e sara quem o oferece.
No entanto, a reconciliação nem sempre é possível. Ela depende de ambas as partes, que precisam se empenhar profundamente no processo para que aconteça. Quando, então, é possível restabelecer uma amizade que se rompeu? O escritor Lewis Smedes aponta quatro condições:
1. Compreensão do dano: Quem causou a ferida deve reconhecer a dor e a injustiça que causou. Algumas pessoas ferem os outros sem perceber, mas enquanto não reconhecem o mal causado e não se dispõem a restituir o que foi quebrado e reparar seus erros, não pode haver uma reconciliação genuína.
2. Sentir o impacto: Não basta compreender intelectualmente o problema. É necessário sentir a dor que o mal causou no outro.
3. Sinceridade no diálogo: A conversa cria o espaço para a reconciliação, sendo o momento em que ambos podem expressar suas perspectivas. Deve haver disposição para ouvir o relato do ferido e empenhar-se sinceramente em compreendê-lo. O ferido também deve se assegurar de que o outro compreendeu a dor que causou.
4. Compromisso com o futuro: Finalmente, deve haver sinceridade quanto a um futuro comum, incluindo a promessa de que quem causou o dano não voltará a ferir. A experiência de José é um bom exemplo: ele perdoou seus irmãos e renunciou à vingança antes de se encontrarem. Porém, testou-os para ver se haviam mudado antes que ocorresse a reconciliação. Jesus agiu de forma semelhante.
Esses passos não são fáceis. Requerem amor de quem perdoa e humildade de quem feriu. Também demandam tempo e esforço, e o processo não será perfeito, pois ninguém é. Mas, com a ajuda de Deus, é possível. Ele pode operar um milagre na sua vida. Você aceita?