Há um tempo, li uma notícia sobre uma mulher que dirigia, com as janelas do carro bem fechadas, para um compromisso em uma cidade rural próxima. De repente, ela percebeu um ratinho correndo ao longo da moldura da janela do passageiro. A mulher começou a gritar horrorizada. Assustado, o rato saltou para o painel do carro, correu cegamente em direção ao volante e depois desapareceu. Trancada dentro de um veículo em movimento com um rato agora “invisível”, a mulher continuou reagindo à aparição – e desaparecimento – de seu companheiro indesejado de viagem. Ela começou a pisar nos pedais do veículo repetidamente. Pensando que estava vendo mais movimentos do roedor, a mulher agitou os braços, soltando o volante. Lastimavelmente, o carro se desviou do caminho e mergulhou de frente em um lago à beira da estrada. Testemunhas imediatamente chamaram a equipe de resgate, e a mulher logo foi resgatada de seu carro, que estava lentamente submergindo.
É claro que muitas das surpresas da vida são frequentemente mais perturbadoras do que um ratinho fora de controle. Talvez você e eu, em algum momento, tenhamos reagido emocionalmente à presença, à escolha ou ao comportamento de alguém que nos fez sentir desconforto, insegurança ou medo. Em vez de dedicarmos um momento a mais em oração para conseguirmos dar uma resposta equilibrada e apropriada, simplesmente reagimos. Contudo, muitas vezes, nossa reação emocional “afunda” toda a situação – ou relacionamento – em um “lago” profundo.
Agora, vamos ampliar o cenário. Ao experimentar um choque repentino ou uma perda, nossa primeira reação costuma ser o medo. Talvez até tenhamos a sensação de que Deus nos abandonou. No entanto, como as profecias messiânicas e do tempo do fim afirmam, Deus conhece tudo sobre nosso presente e futuro. Ele nunca é surpreendido pelos acontecimentos, mas nos ajuda e orienta enquanto os enfrentamos. De fato, Ele está conosco. Davi escreveu: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria” (Sl 16:11). Oro para que respondamos com oração às adversidades em vez de reagirmos a elas. Que nossa resposta inicial seja sempre a oração.
Carolyn Rathbun Sutton