Terça-feira
19 de maio
REFLEXÕES SOBRE JÓ
Havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó. Este homem era íntegro e reto, temia a Deus e se desviava do mal. Jó 1:1

Eu não conseguia dormir, então comecei a ouvir áudios da Bíblia Palavra da Promessa. Especificamente, ouvi a respeito de Jó, um homem rico que parecia ter tudo na vida: família, comunidade e conexões comerciais importantes. Ele também era muito dedicado a Deus e orava todos os dias.

Então, sua vida desmoronou. Primeiro, ele perdeu seus filhos em uma tempestade. Depois, sofreu a destruição de seu gado e de seus servos. Finalmente, perdeu a saúde. Sua esposa enlutada e desanimada disse para ele desistir da vida e de Deus, pois ela acreditava que não havia esperança para ele.

Jó desabafou com Deus e seus amigos sobre suas frustrações, sua ira, seu sofrimento e sua ansiedade, pois ele não entendia por que Deus havia permitido que aquilo acontecesse, visto que ele tinha tentado viver uma vida justa.

O que Jó não sabia e não podia ver era que existia uma guerra, que está acontecendo desde que o pecado entrou no jardim do Éden: a batalha entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal. Todas já experimentamos o sofrimento de estar envolvidas nesse conflito, que continua até hoje. O clamor angustiado de Jó, com o de muitos outros ao longo dos séculos, uniu-se ao clamor de Jesus na cruz do Calvário: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27:46).

Frequentemente, quando Satanás nos ataca, questionamos onde Deus está. Ele parece tão longe, mas, na verdade Ele está ainda mais perto de nós nesses momentos. Depois que Jó esgotou todos os seus argumentos com seus “amigos” e se exauriu, Deus falou com ele. Jó ouviu e ficou sem argumentos.

Às vezes, não sabemos o que dizer quando alguém que conhecemos está sofrendo. Podemos não entender o sofrimento pelo qual um amigo ou ente querido está passando, mas nossa simples presença pode trazer conforto. O melhor a fazer é pedir a Deus que nos mostre como devemos responder, pois Ele nunca falhará em colocar em nossa mente palavras de conforto. Ouvir primeiro a dor do outro, geralmente, já representa uma grande ajuda. Por fim, lembrar ao sofredor que, por causa do amor e da presença de Deus, ele não está sozinho pode ser o maior conforto que podemos oferecer.

Peggy Curtice Harris