Transcorriam os primeiros anos do século 20, e Srinivasa Ramanujan trabalhava no escritório do porto marítimo de Madrás, na Índia. Seu desejo de se superar o levou a se matricular em uma instituição de ensino superior, mas, como não havia recebido uma boa educação formal, ia mal em todas as matérias. Apesar disso, demonstrou um talento matemático extraordinário. Na verdade, Ramanujan não apenas tinha uma inteligência excepcional para a Matemática como também estava obcecado por ela. Ele aproveitava todo o seu tempo para escrever equações, mas, devido à sua extrema pobreza, fazia isso em envelopes que retirava do lixo.
Antes de completar 22 anos, Ramanujan já havia descoberto novos teoremas. Ele enviou seus papéis com teoremas manuscritos a diversos teóricos de todo o mundo, incluindo G. H. Hardy, de Cambridge, Inglaterra. Quando Hardy os recebeu, deu uma olhada rápida, achando que Ramanujan estava louco. Deixou os papéis de lado e foi jogar tênis. No entanto, as fórmulas não lhe saíam da cabeça, e ele decidiu revisá-las. Dessa vez, não só as analisou, mas também avaliou sua validade e percebeu que Ramanujan provavelmente era um gênio matemático de grande calibre. Com o tempo, Ramanujan foi convidado para trabalhar em Cambridge, onde suas contribuições superaram em originalidade e importância as de seus mentores.
Essa história é interessante porque, fora da Matemática, Ramanujan não era uma pessoa brilhante. Se você tivesse se sentado à mesa com ele, provavelmente não teria detectado o brilho do seu gênio.
Talvez você também já tenha se sentido como Ramanujan. Se olhar mais atentamente para si mesmo, pode perceber que Deus lhe concedeu ao menos uma habilidade. Lembre-se da parábola dos talentos, que ensina que todos os servos receberam pelo menos um talento. Isso também se aplica a nós. Se você utilizar seu dom com fidelidade, Deus não apenas lhe concederá sucesso, mas também aprovação. Descubra seus talentos e utilize-os para a causa de Deus.