Era alta madrugada. Os discípulos haviam entrado no mar no final da tarde. Isso significa que eles já estavam lutando contra as ondas havia pelo menos nove horas. No meio do mar da Galileia, enfrentavam ventos contrários que os ameaçavam, e todos os esforços para controlar o barco pareciam em vão. Jesus era quem os havia enviado para lá. Estar no meio da tempestade sem o Filho de Deus não era uma situação muito confortável. Mas, quando tudo parecia perdido, Ele apareceu.
Sua entrada foi apoteótica. As ondas que ameaçavam a vida daqueles homens estavam, no momento seguinte, debaixo dos pés de Cristo. A violência dos ventos não foi capaz de detê-Lo. Aterrorizados, os discípulos O confundiram com um fantasma. Eu não os culpo. Quem imaginaria que um vulto que se aproximava do barco no meio de uma tempestade seria o próprio Cristo? Mas era Ele em carne e osso.
Quando Jesus Se revelou aos discípulos sobre as águas, Pedro sentiu um imenso desejo de ir ao Seu encontro. Aquilo talvez parecesse tolice para os demais discípulos. Contudo, o intrépido discípulo pulou sobre as ondas agitadas. Deu alguns passos, mas logo afundou, precisando ser socorrido por Jesus.
Na vida, a maior parte das pessoas que nos criticam quando fracassamos nunca tentou dar um passo sequer sobre as águas. A fé manifestada por Pedro vacilou naquele momento. Mas quem teria uma fé como a dele em meio à tempestade? Como os demais discípulos, a maior parte das pessoas preferiria permanecer no barco.
Embora pequena, a fé que Pedro demonstrou fez com que ele tomasse uma decisão ilógica em uma situação crítica. Por vezes, temos que agir de forma semelhante em meio às tempestades da vida.
A experiência do apóstolo nos ensina que, se não vacilarmos na fé, Cristo nos conduzirá sobre as águas revoltas. Caso vacilemos, Ele estará próximo o suficiente para nos resgatar e nos dar uma segunda chance para crer, pois Ele usa até nossos fracassos para nos ensinar a confiar em Sua providência.